hoje é terça
Escrevi esse texto no Instagram pra contar a história do Hugo Henrique e achei que merecia estar aqui também, porém com algumas alterações (relevantes?).
Quando eu resgatei o Feio lá em fevereiro de 2020 eu tinha duas certezas: eu não queria adotar um machinho (a possibilidade de transformar minha casa num banheiro me aterrorizava) e eu não ia ter mais cães além da Betty e da Nona. Então ele e a Pink estavam de passagem até o lar ideal aparecer.
O Feio não tinha nada de feio, ele era lindo, solitário, carente e ele não era dócil, era terrível, chorava e mordia por tudo. E decidia por conta quem tocaria nele e quando fariam isso.
Mas a vida é assim (confia no processo), dia após dia fomos nos conhecendo, confiando um no outro e nos apegando.
Ele se tornou meu amigo, viu no meu colo um abrigo e o jeitinho dele me torceu. Bastaram algumas (poucas) visitas frustradas para que eu decidisse assumir a responsabilidade e aumentar a minha família.
A adoção me trouxe então um probleminha a ser resolvido, eu não teria um cão/filho chamado "Feio"! Passei dias tentando achar o nome perfeito, foram muitas buscas na internet, tentativas de "como vai ficar quando eu gritar?" e "não, isso não combina com ele". Sempre quando chegava do trabalho eu tentava alguns, até que um dia a gente se olhou e eu disse "tu precisa me ajudar, nada combina", e sei que parece loucura, mas quem tem cachorro consegue entender o que aconteceu nesse dia, veio então o nome certo, soprado nos meus ouvidos, Hugo. Lembro como se tivesse sido há minutos, olhei nos olhinhos dele, bem redondos e brilhantes como sempre, e disse "aaah é Hugo?" e ele latiu pra mim, concordando, "seu nome é Hugo então?" e ele voltou a latir como se dissesse "sim, é Hugo, Hugo Henrique". Ele finalmente tinha um nome decente, tão decente que todo mundo acha que é gente!
Hugo Henrique é um cachorro muito agitado, diria até que é um tanto quanto ansioso. Passa o dia brincando, é ciumento, não consegue esperar a vez dele pras coisas, é afobado, inquieto, só ele quer carinho, empurra as irmãs quando estão perto, mostra os dentes pras visitas e rouba brinquedos das crianças. Mas nada disso o torna um cachorro ruim, até porque cachorros ruins não existem! Ele é um ser muito amoroso, sensível, parceiro, especial, late pouco. Hoje, mais de 2 anos pós adoção eu sigo aprendendo com ele, mimando e sendo obrigada a jogar a bolinha mil vezes, porque é isso que eu tenho que fazer, ser o melhor que eu puder enquanto estivermos aqui, um pelo outro.
O relato é só pra te ajudar a entender que não é sobre ter muito dinheiro ou sobre ser um cachorro bonito, é sobre amor, cuidado e dedicação. Eles merecem tanto e nós fazemos o mínimo!

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