hoje é sexta

    Claramente temos um problema com prazos nesse blog... mas tudo bem, porque o combinado foi "quase" toda terça, então vocês estão cientes de que a inspiração vem quando lhe convém, ou quando me convém, que seja.
    Hoje é sexta, tem um sol pra cada um lá fora, o vento quente balança as folhas do coqueiro da outra quadra, eu adoro aqueles coqueiros e aquela casa na esquina. Mas hoje não é sobre coqueiros, ou casas antigas em esquinas urbanas, é sobre rotina e o quanto eu queria amá-las.
    Quando os dias começam a se tornar demasiadamente rotineiros eu me incomodo. Não consigo ser a pessoa que acorda no mesmo horário todos os dias e come o mesmo pão ou passa o mesmo perfume, isso é óbvio demais e eu não sou óbvia, eu sou inconstante demais. Algumas coisas precisam ser pra sempre do jeito que eu escolhi que seriam, mas rotina, definitivamente, não é algo que eu queira engessar. 
    Rotina me dá a sensação de que a vida caiu no espaço-tempo do tédio. E eu, particularmente, não funciono com tédio, as coisas tem que acontecer, preciso dos picos de adrenalina, de correria, problemas pra resolver, estresses que me fazem querer sumir e poder deitar exausta e grata por ser alguém que move o mundo. Talvez você esteja me entendendo e pensando que é exatamente assim ou então tentando compreender quem, por raios, gosta de viver sobrecarregado?
    Não é sobrecarga, é sentir-se útil, importante, é a massagem no ego de quem quer se sentir indispensável, de não ser apenas mais um no mundo, não que eu queira ser a Madonna ou talvez a Beyonce, tudo depende da geração que lê, não chega a tanto, mas ser alguém indispensável no meu recorte de mundo já me deixa feliz pra caramba, sabe? Será que eu posso fazer disso uma meta existencial? 
    Ser alguém importante no meu mundo... Mas pra quem? E pra qual mundo?
    

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